Os Caminhos de Santiago são simultaneamente uma afirmação pessoal nos dias de hoje e uma tradição, estando associados diversos fatores, todos interligados, como a identidade, a hospitalidade, a natureza e o património.
segunda-feira, 27 de março de 2023
Rede de Caminhos
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022
Uma birra entre adultos
Texto publicado no dia 12 de janeiro de 2022, no jornal "Altominho"
sexta-feira, 16 de abril de 2021
In memoriam
quinta-feira, 4 de março de 2021
Desconfinamento responsável
sexta-feira, 29 de janeiro de 2021
Aulas à distância
quarta-feira, 9 de dezembro de 2020
Literacia digital
terça-feira, 1 de dezembro de 2020
Exclusividade de Esquerda
Após os primeiros resultados das eleições legislativas regionais nos Açores, realizadas no passado dia 25 de outubro, desejei intimamente que os partidos à direita do PS se entendessem de modo a poder governar, o que veio a confirmar-se dias depois.
Por um lado não percebo tanta perturbação com o Chega! Que António Costa o valorize, na AR, por uma questão tática, de modo a tentar desgastar o PSD, tirando-lhe o protagonismo, ainda posso compreender. Agora que um cidadão comum o fique a sobrevalorizar, não me parece bem. Na minha opinião, o BE e o Chega são idênticos na sua ação, pois agarram-se a temas trending para dar nas vistas. Assim como não digo que o BE é de extrema esquerda, também não digo que o Chega é de extrema direita, nem tão pouco isso é, para mim, o mais importante. De facto, são partidos legítimos, reconhecidos pelo Tribunal Constitucional. Mas, continuando nos factos: De facto, quando Pedro Passos Coelho ganhou as eleições em 2015, não vi António Costa, nem outros socialistas, indignados quando formaram a conhecida “geringonça”, com acordos com a esquerda. De facto, o PSD formou uma coligação de governo, tal como já aconteceu no passado, em 1980, com o CDS-PP e com o PPM e não com o Chega. E "contra factos não há argumentos".
Por outro lado, analisando os críticos deste acordo, percebo a sua indignação. Por parte dos socialistas, estes têm-nos habituado a contradições permanentes na sua ação, quer naquilo que eles podem fazer e os outros não, tomando como exemplo a formação de um governo da República Portuguesa sem terem ganho as eleições legislativas, quer na “palavra dada, palavra honrada”, tantas vezes contradita. Acresce ainda referir, neste contexto, o desconfinamento desajeitado e repleto de incoerências que ninguém consegue explicar e compreender. Também percebo a indignação de alguns socias democratas que estão, desde o seu início, contra a liderança de Rui Rio, pois anseiam pela sua oportunidade, eventualmente a pensar no seu umbigo, acrescida da de Pacheco Pereira que, realmente, nunca foi de direita. Aqui há honestidade intelectual! Nada mais. Porém, permitam-se discordar desta argumentação.
Em termos de conclusão, questiono: Afinal qual é o espanto? André Ventura foi candidato pelo PSD a uma Câmara Municipal e, por isso, com ele terá algumas afinidades. O PSD, nos Açores, chegou a um acordo baseado em quatro situações com as quais quase todos concordamos. Uns podem e outros não? Afinal apregoam a inclusão, mas reina a exclusão. Terá a esquerda a exclusividade? Será que defendem casamentos tendenciosos? Será que também eu sou fascista?
Texto publicado no dia 25 de novembro de 2020, no jornal ON "Odivelas Notícias" (link)
domingo, 8 de novembro de 2020
Marcelo candidatar-se-á?
domingo, 25 de outubro de 2020
Covid nas escolas
domingo, 11 de outubro de 2020
Ano letivo 2020/2021: arranque sui generis.
“A escola está diferente!” –
Dizem os alunos. E, de facto, assim é. Enorme foi o esforço dos senhores
diretores e dos membros das suas equipas na gestão escolar de cada Agrupamento
de Escolas. Enorme foi o esforço dos assistentes operacionais e técnicos, que,
mais uma vez, responderam à chamada convincentemente. Ouvidas que foram as
Associações de Pais e Encarregados de Educação e certamente muitos conselhos
pedagógicos, as escolas abriram de uma forma sui generis.
Por um lado, há a destacar, entre
outras, algumas das inúmeras medidas preventivas no âmbito deste tempo
excecional de pandemia para responder às novas exigências, a saber:
implementação de planos de contingência, seguindo as orientações das entidades
competentes; criação de circuitos de circulação; colocação de dispensadores de
álcool gel à entrada das escolas e em cada sala de aula; elaboração de “planta
da sala” fixas; reorganização das mesas no espaço dos polivalentes e nos
refeitórios; colocação de tapetes desinfetantes; utilização dos balneários
apenas como vestiários, antes e depois das aulas de Educação Física; e ainda a
utilização obrigatória de máscara, a higienização das mãos, a etiqueta
respiratória e o possível distanciamento físico.
Por outro lado, apesar de
alcançado o antedito, na maioria das escolas, o governo, mais uma vez,
proclamou anúncios que não concretizou defraudando as expectativas das pessoas.
Há ausência de um investimento sério na educação, há ausência dos prometidos
computadores, do aumento significativo de assistentes operacionais, de
professores de substituição, do próprio Ministro da Educação que terá preferido
vestir a camisola de Ministro do Desporto.
Em suma, perdeu-se mais uma
oportunidade de conceder às escolas alguma autonomia. Fala-se muito em
descentralização e mesmo em regionalização, mas tudo continua centralizado na
capital e até parece que cada vez são mais as plataformas digitais a preencher
pelas escolas. Fala-se muito em confiança, mas, acima de tudo, desconfia-se e
descartam-se responsabilidades.
Texto publicado no dia 10 de
setembro de 2020, no jornal ON "Odivelas Notícias" (link)
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
Covid sem educação
Nas indicações tornadas públicas para o próximo ano letivo, a expressão
"sempre que possível" surge cerca de 20 vezes nos documentos que
chegaram às escolas, contudo há incongruências.
Acontece, porém, que, apesar das medidas anunciadas pelo ministério e na
comunicação social (distanciamento social, aumento do crédito horário, desdobramento
ou prolongamento do horário escolar, horário de entradas diferenciadas na/s
escola/s, cantinas em regime de take away, aulas de Educação Física no final de
cada turno), muitas delas não são viáveis, pois carecem de investimento e não
se vislumbra tal aposta na educação.
Ora vejamos: Por um lado não há verba para colocar mesas individuais
nas salas de aula, de modo a permitir o distanciamento, nem para aumentar o
número de funcionários nas escolas, permitindo o prolongamento do horário. Por
outro, há as "meias verdades", quer para se conseguir diferentes horários
de entrada na escola, pois, em muitas, os alunos deslocam-se de autocarro e
ficariam aglomeradamente à espera na entrada dos estabelecimentos de ensino,
quer no que diz respeito às aulas de Educação Física no final de cada turno,
dado que tal não é matematicamente possível para todas as turmas, quer no que
se refere ao aumento do crédito horário, uma vez que o desconto de 50% em cada
professor que integre o artigo 79 (redução da componente letiva para os
professores que avançam na idade), quando se trata de um corpo docente
envelhecido é uma falácia.
Como se tudo isto não bastasse há ainda a salientar a hipótese de take
away nas cantinas e o facto de que os professores e assistentes, até aqui, considerados
doentes de risco deixarem de ter qualquer salvaguarda e, na eventualidade de
não poderem trabalhar, terão que recorrer a um atestado médico.
Por fim, há a referir a rejeição, por parte do governo, à proposta de redução
de alunos por turma e à autorização de pequenas alterações no currículo,
reduzindo o número de aulas presenciais por semana.
Em termos de educação, bastaria que permitissem que cada AE se organizasse
apresentando um plano de contingência, de modo a evitar horários mistos, com o
prolongamento do horário de funcionamento das escolas e com o respetivo
acréscimo de funcionários. Mais que vergonha. Inadmissível! Revoltante!
Texto publicado no dia 10 de setembro de 2020, no jornal ON "Odivelas Notícias" (link)
sábado, 1 de agosto de 2020
Desconfinamento desajeitado
terça-feira, 23 de junho de 2020
Eu mudava o currículo (matrizes curriculares)
quinta-feira, 18 de junho de 2020
Ponte de Lima quer o que tem o seu nome: o rio.
sábado, 1 de julho de 2017
Ponte estagnada
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sábado, 6 de maio de 2017
O “nosso”
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Varrer CDS/PP limiano
In Cardeal Saraiva, 15 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 13 de maio de 2015
GPS Limiano
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Legislativas 2015: um primeiro olhar.
É fundamental a motivação e o envolvimento das pessoas nos processos cívico e político. É preciso que as pessoas acreditem nos seus líderes, mas qualquer que seja terá que falar verdade aos Portugueses.
Numa primeira análise, para as legislativas de 2015, aparece-nos um quadro deveras complicado, para as opções dos Portugueses:
Por um lado, temos António Costa, nº 2 do pior primeiro ministro de Portugal pós 25 de abril, José Sócrates; presidente ausente da CML, secundado por Ferro Rodrigues, um dos rostos do caso inacabado, mas escandaloso, da pedofilia. Começou o seu mandato como líder com um único ponto na agenda dos militantes do PS: visitar Sócrates. A mim, repugna-me.
Por outro lado, temos Pedro Passo Coelho, atual primeiro ministro. Falhou nos compromissos que havia assumido e perdeu a grande oportunidade que os Portugueses lhe deram de Mudar Portugal. Acabou, decididamente, com o PSD original, pois o partido necessita de regressar à matriz social-democrata como a defendida desde a sua fundação. Neste momento, estão comprometidos os três valores fundamentais da social-democracia: a liberdade (política), a igualdade (económica), a solidariedade (social). A mim, entristece-me e perturba-me a fraqueza da palavra dada.
Enfim, estes dois, seguramente, não. São filmes já vistos e que não merecem nova visualização.
Surge também o CDS/PP, em que o “irrevogável” deixa de o ser num ápice, revelando indícios de um certo profissionalismo na arte de ludibriar. Depois, é-nos apresentada a intelectualidade frustrada do Bloco de Esquerda e a utopia ideológica do PCP, que na prática nos conduzem à governação em regimes comunistas, como na Rússia e na China.
Assim, a todos os partidos com deputados na Assembleia da República decididamente e conscientemente, digo NÃO. Já demonstraram o seu real valor. Nada que inspire a confiança dos Portugueses.
Virá D. Sebastião? Também é certo que não, mas temos que acreditar num tempo novo e viver na esperança que alguém surja para, de facto, mudar Portugal.
Resta-nos estar atentos, aguardar e utilizar a arma da democracia, que consiste em ter vigor na denúncia e acreditar na ideologia: denunciar tudo o que não siga as normas da coerência, honestidade, seriedade e carácter políticos; acreditar poder viver onde todos decidem como se fossem um todo no interesse de todos.
Deste modo, consciente do dever votar, fá-lo-ei, dado que temos deveres para podermos exigir os nossos direitos e temos direitos se cumprirmos com os nossos deveres. Considero mesmo que não nos devemos demitir de um processo eleitoral, pois se não escolhermos, estamos a permitir que outros o façam por nós, contudo, neste momento, só sei em quem não votar.
In Cardeal Saraiva, 30 de abril de 2015
