quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Vereador incómodo

Nas últimas eleições autárquicas o PSD elegeu o vereador Filipe Viana na Câmara Municipal de Ponte de Lima e a Comissão Política de Secção do PSD de Ponte de Lima (adiante designada por CPS) retirou-lhe a confiança política no passado mês de Novembro.
As Comissões Políticas de Secção do PSD, em Ponte de Lima, sempre defenderam o princípio de estabelecer uma relação de confiança entre a CPS e os membros eleitos pelo PSD, quer na Assembleia, quer na Câmara Municipal. Várias Comissões Políticas defenderam que o PSD, na Câmara Municipal, devia fazer realmente oposição, não andado de “braço dado” com o executivo CDS/PP.
Todavia, levantam-se algumas questões: Como é possível compreender a retirada de confiança política a um vereador que trabalha? Como é possível, tendo-se defendido que se fizesse oposição, criticar o vereador e a sua acção, agora, que a oposição é feita? Como é que é possível defender-se durante anos a renovação e o corte com um passado que não conduziu a qualquer êxito autárquico e, agora (que se iniciou, nas últimas eleições autárquicas, um processo de renovação verdadeiro, autêntico e com identidade), seguir exactamente o caminho contrário do que sempre foi defendido?
Face ao exposto, a CPS criou um verdadeiro facto político para o PSD em Ponte de Lima e nada será como dantes. Há novos factos a ter em conta, há novos militantes, há uma nova geração e um grande partido não pode fechar-se sobre si próprio, terá que aceitar divergências, pontos de vista e perceber a diferença, caso contrário está condenado ao fracasso.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vereador sem medo em Ponte de Lima

O vereador Filipe Viana, único eleito pelo PSD, na Câmara Municipal de Ponte de Lima, revelou recentemente que considerará a sua “recandidatura à Câmara Municipal obrigatória” e posteriormente a Comissão Política de Secção do PSD local (adiante designada por CPS) retirou-lhe a confiança política.
De facto, estamos perante um caso insólito. Trata-se de um vereador incómodo, não só para o partido do poder em Ponte de Lima desde 1974, porque não estava habituado a ter oposição, mas também para o seu próprio partido, porque não estava habituado a fazer oposição. Esta é a realidadede um vereador sem medo que trabalha e dedica-se à causa, contacta a população, sem abandonar as pessoas que integraram o projeto das últimas autárquicas candidatando-se pelo PSD, participa em muitas assembleias de freguesia, organiza conferências e colóquios, divulga a sua ação como vereador e justifica as suas votações, apela à democracia participativa. Trata-se de um vereador sem medo, pois é o primeiro a fazer real oposição ao CDS PP desde o 25 de Abril.
Esta situação é deveras estranha, uma vez que na altura do ato eleitoral, o atual vereador, na altura presidente da comissão política de secção, foi o único militante do partido que se disponibilizou para ser candidato pelo PSD e fê-lo com o apoio do partido a nível distrital e nacional. Formou equipa, apresentou um projeto com ideias-chave pelas pessoas e pelo território, deu a cara quando mais ninguém o quis fazer, foi eleito e está a cumprir o que prometeu a todos os limianos.
A CPS criou um verdadeiro facto político para o PSD em Ponte de Lima e nada poderá ser como dantes. Há novos factos a ter em conta, há novos militantes, há uma nova geração. No passado, as Comissões Políticas de Secção do PSD, em Ponte de Lima, sempre defenderam o princípio de estabelecer uma relação de confiança entre a CPS e os membros eleitos pelo PSD, quer na Assembleia, quer na Câmara Municipal. Várias Comissões Políticas defenderam que o PSD, na Câmara Municipal, devia fazer realmente oposição, não andado de “braço dado” com o executivo CDS/PP.
Futuramente, como será?
Aliar-se-á o PSD ao PP na autarquia limiana? Candidatar-se-ão dois candidatos de um partido que nunca venceu as autárquicas? Voltaremos a ter candidaturas independentes à Câmara Municipal? Acabará o PSD por aproveitar a disponibilidade do atual vereador para dar continuidade ao seu projeto “pelas pessoas e pelo território”? Até onde irá este braço de ferro?
Eu não consigo compreender!
Estou deveras desiludido com tudo isto, com as pessoas, com a ausência de valores, com a falta de coragem e com a cobardia de muitos.
Da minha parte, quero manifestar o meu único compromisso com o PSD, a quem aderi de livre vontade, e com quem me elegeu. Nada mais.
Considero-me um homem livre e de fortes convicções.
Esta retirada da confiança política, lamento muito, é uma atitude premeditada, tenho que concluir.

Intervenção no plenário do PSD, em Ponte de Lima, no dia 9 de dezembro de 2011



In jornal Cardeal Saraiva, 16 de dezembro de 2011

sábado, 22 de outubro de 2011

Direito à indignação

Num tempo em que os portugueses compreendem o pedido de sacrifícios e estão disponíveis para contribuir, é fundamental que o Governo explique, claramente, quais as razões que levaram a tomar as medidas duríssimas que está a implementar e que, também de forma equitativa e proporcional, distribua os sacrifícios por todos os portugueses.

Sabendo que os portugueses estão recetivos para mudar Portugal, como se compreende: i) que não terminem de imediato com as mordomias vigentes? ii) que não se identifique ao mais ínfimo pormenor o porquê de tudo isto, nomeando os verdadeiros responsáveis? iii) que não se comuniquem de uma forma clara medidas que abranjam todos os portugueses? Iv) que se tire dinheiro aos contribuintes cumpridores, em vez de começar por tirar ao próprio estado?
Já todos percebemos que nada poderá ser como dantes e que não podemos viver acima das nossas possibilidades, mas porque é que se viram sempre para o mesmo lado? Respondem-nos que é mais eficaz, mais imediato, mais direto. E volta a perguntar-se: mas será a forma mais justa? Serão uns filhos e outros enteados? Porventura, os funcionários públicos - (polícias, professores, médicos, entre outros funcionários na área da educação, da saúde, da justiça, da administração pública...) serão os parasitas (aqueles que vivem à custa dos outros) da sociedade? Serão estes funcionários os verdadeiros culpados do verdadeiro estado de sítio a que chegou Portugal?

Contudo, há ainda outras razões para as pessoas estarem indignadas:
1. porque não chamam os responsáveis para serem julgados?
2. porque não anunciam, simultanemamente, medidas (também eficazes, imediatas, diretas) como:
2.1.) reduzir dois deputados por círculo eleitoral na Assembleia da República, bem como do número de assessores na Assembleia da República por deputado;
2.2.) acabar de imediato com as várias reformas por pessoa, do pessoal do Estado, permitindo apenas que cada cidadão receba uma só reforma e que o valor máximo seja de 3.000 euros;
2.3.) acabar com os ordenados acima dos do PR ou PM para os gestores de empresas públicas;
2.4.) eliminar os cartões de crédito ilimitado para servidores do estado;
3.) porque não nomeiam as fundações e institutos públicos a extinguir.

Se é certo que todos concordam que é melhor descer salários do que despedir, também todos sabem que há contas a fazer relativas aos gastos desnecessários do estado.

A verdadeira questão não está na essência da medida – retirar os subsídios de Natal e de férias -, está no desequilíbrio face aos restantes portugueses. Está a criar-se um estigma face aos funcionários públicos verdadeiramente desrespeitador.

Concordo plenamente com Pedro Passo Coelho quando diz que "As medidas são minhas, mas o défice que as obriga não é meu", contudo nós merecemos um esclarecimento pleno da situação. Revele-se de uma vez por todas o buraço do BPN, da Madeira, das parcerias público-privadas e da má gestão socialista dos últimos anos.

Não se consegue reformar Portugal contra as pessoas!
Preocupa-me a fraqueza da palavra dada.


In jornal Cardeal Saraiva, 21 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ponte de Lima com 15 freguesias

Consciente que este processo terá que avançar e que não há outro caminho, pois Urge Mudar e esta reforma é necessária, apresento uma proposta para o concelho de Ponte de Lima, que passará das atuais 51 para 15 freguesias.
Esta proposta foi feita após uma análise do mapa territorial do concelho de Ponte de Lima, tendo em conta a proximidade das freguesias, as suas afinidades e as principais vias de comunicação. Para garantir um equilíbrio em termos demográficos, estabeleci como valor mínimo, para cada agrupamento de freguesias, o número de 2300 habitantes.
Decidi avançar com esta proposta, neste momento, para dar início à discussão.
Após uma análise detalhada do “Documento Verde da Reforma da Administração Local”, recentemente divulgado, creio ser pertinente referir que os critérios apresentados remetem para a tipologia (APU, freguesias urbanas; APR, freguesias rurais e AMU, freguesias mistas) e para a distância da sede do município, contudo estes critérios provocam sérios desequilíbrios quanto ao número de habitantes por agrupamento de freguesias e forçam ligações perigosas, consideradas contra natura. Tendo em conta os critérios mencionados, o número total apontará para 10 ou 11 freguesias.
Para o concelho, atendendo à densidade populacional local, às afinidades culturais e históricas, bem como ao seu enquadramento geográfico, o ideal seria a constituição de 15 agrupamentos de freguesias.




O futuro começa aqui!

1 - 2539 habitantes*- Navió, Poiares, Vitorino dos Piães
2 - 2520 hab. - Ardegão, Freixo, Sandiães, Vilar das Almas, Gaifar
3 - 3304 hab. - Facha, Vitorino das Donas, Seara
4 - 2407 hab. - Cabaços, Friastelas, Fojo Lobal, Mato, Calvelo
5 - 3555 hab. - Feitosa, Rebordões (Souto), Rebordões (Santa Maria)
6 - 3012 hab. - Anais, Queijada, Fornelos
7 - 3181 hab. - Gandra, Santa Cruz do Lima, Beiral do Lima, Gondufe, Serdedelo, Boalhosa
8 - 2501 hab. - Ribeira, Gemieira
9 - 3810 hab. - Ponte de Lima Arca
10 - 2950 hab. - Correlhã
11 - 2373 hab. - Bertiandos, Santa Comba, Sá, Moreira do Lima
12 - 2349 hab. - Arcos, Fontão, Estorãos, Cabração
13 - 3717 hab. - Arcozelo
14 - 2641 hab. - Refóios do Lima, Brandara
15 - 2762 hab. - Calheiros, Cepões, Bárrio, Vilar do Monte, Labruja, Labrujó, Rendufe




Nota: o número de habitantes foi retirado do “Documento Verde da Reforma da Administração Local”.


Jornal Alto Minho, outubro de 2011


Tendo por base os critérios de base apresentados no "Documento Verde" para a organização territorial, uma possível organização poderá ser:
1- 3496 hab. - AMU - Navió, Poiares, Vitorino dos Piães, Cabaços, Fojo Lobal
2- 3281 hab. - APR/AMU - Ardegão, Freixo, Sandiães, Vilar das Almas, Gaifar, Mato, Friastelas
3- 2594 hab. - APR/AMU - Facha, Vitorino das Donas
4- 5879 hab. - AMU - Anais, Calvelo, Queijada, Rebordões (Souto), Rebordões (Santa Maria), Fornelos
5- 3782 hab. - APR/AMU - Serdedelo, Boalhosa, Gondufe, Beiral do Lima, Gemieira, Gandra, Santa Cruz do Lima
6- 5710 hab.(*) - APU - Ponte de Lima, Arca, Ribeira
7- 5037 hab.(*) - APU/AMU - Correlhã, Feitosa, Seara
8- 2116 hab. - APU/APR - Fontão, Arcos, Estorãos, Cabração, Moreira do Lima
9- 5215 hab.(*) - APU/AMU - Arcozelo, Santa Comba, Sá, Bertiandos
10- 4169 hab. - AMU - Refoios do Lima, Brandara, Calheiros, Cepões
11- 1207 hab. - APR/AMU - Bárrio, Vilar do Monte, Labrujó, Rendufe, Labruja


(*) De acordo com os critérios, num raio de 3 Km da sede do município o mínimo de habitantes por freguesia terá de ser 15.000, pelo que as freguesias de 6 e 9, bem como algumas apresentadas em 7 poderão ter que agrupar-se. Com estes critérios, o número de freguesias não deverá ultrapassar as 10 freguesias.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A escola paralela

Um cidadão, nos dias de hoje, tem mais informações – sobre o universo, a tecnologia, as culturas de outros povos, as línguas, a literatura, a música, o desporto – através de experiências extra-escolares, tendo como comparação as aprendizagens formais. Neste contexto, importa considerar a relação com a chamada “escola paralela”, entre a educação formal e a educação informal.
Há estudos que provam que o contacto com a educação informal é superior, em termos de tempo, por parte dos alunos, ao da formal. Se por um lado a estimulação cultural externa é cada vez mais ampla, atrativa, penetrante e eficaz, constata-se, por outro, que a escola continua dissociada da aprendizagem extra-escolar dos alunos.
Admitindo a escola como um local de distribuição social de conhecimento, que permite aos cidadãos o acesso ao saber, pressupõe-se que seja previamente organizada e constantemente atualizada, pois estamos perante uma sociedade que impõe uma aprendizagem ativa, dinâmica e aberta ao meio, não se compadecendo com uma escola parada no tempo. Deste modo, é mais fácil compreender que hoje se exijam novas posturas e novas responsabilidades a todos os que intervêm (professores, funcionários, encarregados de educação e outros) e contribuem para uma melhoria do ensino.
Em termos das relações interpessoais, importa ter presente que os jovens mostram mais empatia por pessoas que lhe são semelhantes e da mesma faixa etária, do que por aquelas que não o são. Em termos cognitivos, os mecanismos utilizados pelos alunos para entender uma mensagem dos media não são os mesmos que utilizam face às mensagens do estudo, sendo de salientar que o carácter sedutor que a mensagem informal tem, dificilmente poderá ser acompanhado pela escola.
As características, quer dos meios, quer das mensagens, são diferentes nos meios informais e formais, exigindo aos alunos diferentes posturas, dado que a mensagem dos media leva os alunos a uma atitude de maior passividade, enquanto o ensino exige dinamismo, trabalho, seletividade.
Atendendo à educação informal, há ainda a ter em conta que a sociedade da informação (influência dos media, da nova tecnologia), por si só, não garante que os cidadãos fiquem a saber, nem tem uma avaliação crítica face aos seus conteúdos, isto é, o espírito crítico. Este tem que ser trabalhado apenas pela escola, pois não existe na educação informal.
Assim, o currículo escolar tem toda a vantagem em integrar as potencialidades dos meios de difusão extra-curriculares, aliando-se a outros co-educadores, de modo a estabelecer a continuidade e a integração das solicitações educativas.
Ninguém tem dúvidas em concordar que a actual sociedade assenta num conjunto de valores que desencorajam o estudo e promovem o insucesso escolar. Diversão, Individualismo e Consumismo, três valores essenciais na sociedade atual, são em tudo opostos ao que a escola significa: atitudes refletida, procura incessante do saber e de valores.
Em suma, pretende-se uma escola que desenvolva uma cultura de participação, que saiba partilhar a educação com a família (principal entidade, responsável pela educação), com o pessoal não docente e com a comunidade envolvente, a fim de todos poderem contribuir para o desenvolvimento pleno e harmonioso da personalidade dos indivíduos, tornando-os cidadãos mais responsáveis e livres na sociedade, sendo imprescindível que cada um se sinta parte integrante da escola.


In Cardeal Saraiva, 7 de Outubro de 2011

domingo, 4 de setembro de 2011

Quem determina o currículo?

Eis a grande questão: Quem determina o currículo? Quem dá o sentido das orientações?
Um currículo pressupõe escolhas, logo há que saber: Quem escolhe? O que escolhe? Para quando? A quem se destina? Quais os critérios? O que tem em consideração? Quais as competências? Como avaliar?
Quem tem o poder de decidir, ou seja, de definir a política educativa, é o poder político, no entanto, além deste tipo de poder existem outros que influenciam o currículo, nomeadamente, os professores, os pais e os parceiros económicos. Os professores falam a muitas vozes, dados os inúmeros sindicatos, e são, por isso, prejudicados na sua influência; os pais, bem como a Confederação Nacional das Associações de Pais, reclamam do serviço e reclamam o serviço; os parceiros económicos fazem pressões no sentido de exigir que os formandos sejam bem preparados para o mundo do trabalho. Para além destes, podemos ainda considerar como influentes no currículo, os académicos e as editoras. Enfim, uma enorme variedade de influentes!
Conforme os estilos e as suas convicções, os políticos são mais ou menos sensíveis a todas estas influências. Neste contexto, facilmente podemos depreender que a elaboração do currículo pressupõe uma negociação, de forma a conseguir-se um equilíbrio entre os mais diversos pontos de vista e a poder garantir-se os direitos humanos em termos de aprendizagens e da formação dos cidadãos.
O Exército e a Igreja, numa primeira fase, os sindicatos e os partidos, depois, propuseram visões globais da vida e conseguiram regulamentar a sociedade, no entanto, hoje tudo isto está a perder força e surgem vários grupos sociais (organizações não governamentais e voluntariado) que trabalham por um interesse mais ou menos específico ou particular: movimentos culturais, artísticos, eclesiásticos, ecologistas, populares, sociais e de intervenção cívica, entre outros, contudo não têm capacidade de propor uma visão global, nem tão pouco conseguem criar regras.
Atualmente, em Portugal, há uma centralização do poder sobre o currículo e com a globalização a tendência será uniformizar a sociedade e, como consequência, perder a individualidade. Embora tenhamos consciência de que o motor da globalização é a economia, não nos podemos esquecer que estamos também perante um fenómeno cultural. Com efeito, a relação entre culturas faz-se dentro da mente de cada um e permanentemente se reformula, pelo que com a globalização cultural terão que existir adaptações, pois as pessoas lidam diariamente por todos os lugares por onde a vida passa. Ainda neste contexto, há que saber preservar e valorizar a identidade.

Facilmente se depreende que a tarefa não é fácil, contudo o processo de decisão da escola, em termos de currículo, deve ser encadeado para permitir equilibrar entre dois pares de contrários, ou seja, entre a unidade e a diversidade e entre a coordenação e a autonomia profissional do professor.

Deste modo, deve existir uma articulação eficaz entre os órgãos de gestão, os órgãos intermédios, os conselhos de turma e os professores, tendo em conta o triângulo didático currículo, professor, aluno, sem esquecer a essência de cada um.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sugestões de músicas

Adrian Gurvitz – CLASSIC
http://www.youtube.com/watch?v=toB1ykj6ifo

STRAUSS DANUBIO BLU
http://www.youtube.com/watch?v=y8YYyR11HZQ

Notting Hill - When you say nothing at all
http://www.youtube.com/watch?v=stUuxTaihNQ&feature=related

Notting Hill music video
http://www.youtube.com/watch?v=J3pAlm6QT8s&feature=related

La Vita è Bella. Nicola Piovani Soundtrack
http://www.youtube.com/watch?v=fNb5B1lnsBY

BOLERO-RAVEL
http://www.youtube.com/watch?v=zMC8kyTyYKA

Shrek
http://www.youtube.com/watch?v=g_11XF5Rd-M

Hallelujah (Shrek Song)
http://www.youtube.com/watch?v=nxuCwiTm_Z8&feature=related

Shrek Soundtrack 11. The Proclaimers - I'm On My Way
http://www.youtube.com/watch?v=N_49uyhBIpI&feature=related

shrek 2 - music video (beautiful love)
http://www.youtube.com/watch?v=YIGd44gBiiM&feature=related

Dire Straits - Wonderful Tonight
http://www.youtube.com/watch?v=bWejCW-pvB4&feature=related

Dire Straits - Brothers In Arms (Wembley Arena)
http://www.youtube.com/watch?v=6qdq7wjL2M4&NR=1

Dire Straits - So Far Away (Wembley Arena)
http://www.youtube.com/watch?v=2hVKG9wFelk&feature=related

Romeo & Juliet - Dire Straits - Mandela B'day Concert
http://www.youtube.com/watch?v=QVbd9wd9rrg&feature=related

Dire Straits & Clapton-Sultans of Swing (Mandela Warm Up Gig)
http://www.youtube.com/watch?v=e4ngkE2Jfjg&feature=related

Pink Floyd "Shine On You Crazy Diamond" Syd Barrett Tribute
http://www.youtube.com/watch?v=vyqgjCKm9nQ&feature=related

Lou Reed e Luciano Pavarotti
http://www.youtube.com/watch?v=kXgbN81zNG8

Lou Reed
http://www.youtube.com/watch?v=q_WEvqxxQiU&feature=PlayList&p=77B81FB50A74F79F&playnext_from=PL&playnext=1&index=1